ESTE BLOG É ESCRITO POR HELENA, UMA PESSOA ALEATÓRIA DO SEXO FEMININO DE 15 ANOS QUE MORA EM FLORIANÓPOLIS/SC. EU SEI, A LINHA ESTÁ TORTA. LEIA MAIS NO RODAPÉ. ARQUIV
CONVERSAS SOBRE POLÍTICA
-- A FORÇA DO SIMPLES PENSAR --
Nada que se ame, nada que se odeie funciona se não for pela raiz. Se há uma plantação de ervas daninhas em seu jardim, do que adianta cortar os cabos e deixar as raízes? Elas crescem de novo e de novo e cada corte torna-se um golpe desesperado em busca de algo utópico. E é assim, dia a dia, que nos vemos na sociedade.
Não são todos que vêem, só alguns, só aqueles que param para pensar e refletir sobre o assunto. Ninguém mais pensa. Ninguém mais quer pensar. O povo gosta do bonito, gosta do alegre. Ninguém quer se preocupar com a sujeira, então coloca-se a mesma embaixo do tapete e volta-se a viver a vida. Três vezes citei o ninguém como sujeito, três vezes enfatizo a preferência do ninguém como filosofia de vida. Não somente por mim, não somente pelo povo, mas sim por todos.
Estamos todos fartos de política, fartos de problemas, tão fartos, tão cheios disso tudo que nem sequer queremos pensar mais sobre isso. O problema é que não pensando sobre isso estamos nos curvando a tudo que acontece e deixando de sonhar. Sentimos falta de algo que não existe, nunca existiu, mas existe a nostalgia. "A falta é a morte da esperança", já dizia Nando Reis. E a esperança está morta.
Os políticos só fazem o seu papel. Não papel perante a sociedade, mas sim em seu teatro. Decoram suas falas, vestem suas fantasias e fazem o espetáculo mais bonito de todos. O povo gosta, levanta, aplaude e compra ingresso para assistir de novo. E é assim, a cada quatro anos, que a coisa acontece. E a solução para este show de horrores? Educação. Onde estais que não te vemos?
Este texto inteiro será sobre minha indignação e sobre, talvez, a importância do pensar. Como não cheguei no final ainda, não sei se me terei feito entender. Por meio de metáforas, de idéias, ou melhor, idealizações, tento mostrar a importância de tal.
Querer pensar, querer aprender. Isso não é uma benção coletiva. Quem o tem prefere ficar escondido. "Mesmo o mais corajoso de nós só raramente tem coragem para aquilo que ele realmente conhece", disse Nietzsche (citado na p. 83 por Rubem Alves). E nós, infelizmente, não conhecemos a política. Talvez se conhecêssemos, nos tornássemos bons entendedores da mesma, talvez a coragem fosse só um produto das maravilhas que estariam por vir.
Assim, não haveria o medo de negar a compra do voto. Não haveria o medo de enfrentar os políticos. Não haveria o medo de candidatar-se e fazer-se ouvir. Então o povo, por meio de uma participação mais significativa, começaria a fazer sua própria história.
E isso aconteceria se conhecêssemos, se pensássemos. E é aí que nós pecamos. É aí que nenhum político se preocupa. Não querem ser destituídos de seu tão sonhado e precioso cargo.
"O povo não pensa. Somente os indivíduos pensam. Mas o povo detesta os indivíduos que se recusam a ser assimilados à coletividade", (p.86). Já disse diversas vezes e continuarei repetindo: se não aceitaram as idéias revolucionárias de Galileu Galilei, não aceitaram as profecias de Jesus Cristo, por que haveriam de aceitar qualquer um que se levantasse e resolvesse começar uma revolução? Preferem prender, preferem isolar. Querem distância, têm pavor. Até que um dia esta pessoa que fora calada para fazer-se ouvir é relembrada.
"Confesso que a minha alma [...] brincava com a certeza de que aquilo não poderia durar para sempre. Era impensável que o horror durasse para sempre", (p. 48). E nada dura para sempre. Se uma pessoa faz algo errado toda a vez que tenta, um dia, mesmo que muito distante, ela conseguirá fazer certo. Ainda tenho esperanças de que, um dia, o povo comece a pensar; que a democracia comece a ser feita; que a vida comece para uns e que outros possam, finalmente, respirar aliviados.
CONVERSAS SOBRE POLÍTICA
-- A SELVA IMPREVISÍVEL --
"A política, dentre todas as vocações, é a mais nobre. A política, dentre todas as profissões, é a mais vil.", (p. 5). Rubem Alves quis nos mostrar, com esta afirmação, as duas faces da política, qual a pessoa escolhe a que prefere ver. Nosso país optou pela face vil, ordinária da política. Com todo o desrespeito que se vê este assunto tão nobre ser tratado, ninguém mais quer ouvir falar dele, como se fosse alguma maldição ou fardo ter que se lembrar de sua existência e dos políticos.
Tal posição foi tomada devido aos tigres, aos lobos, às onças da sociedade, que estão mais interessados em si mesmos do que no bem comum e é baseando-se no próprio bem comum que a política se desenrola. Corrupção já é assunto gasto, que ninguém mais quer ouvir falar, mas como é que vamos conseguir mudar esse quadro se não lutarmos? Não sejamos pacatos cidadãos como diria a música da banda Skank, não sejamos o típico cidadão que só reclama e nada faz, façamos a nossa parte.
Começar a mudança não é nada simples. Tapar os buracos que nós mesmos criamos é algo difícil e requer uma conscientização em massa da população, e essa conscientização começa pela educação: precisamos aprender a pensar. "Se o povo não souber pensar, votos e eleições não a produzirão.", (p. 32). Para provar a imaturidade da população nas eleições, como não sabem ou não se interessam pelas propostas políticas, muitos votam no primeiro número do candidato que lhe correr pela cabeça ou votam no mais bonito da campanha. Um voto é muito importante e muita gente não tem consciência disso, abrindo os buracos no governo, deixando os "ratos" entrarem e tomarem conta.
Quando dizemos que a política é a mais nobre das vocações, lembremos que o ato de pensar no outro é uma virtude que é pouco valorizada. Muitos que chegam ao poder e a possuem são políticos por vocação, que não fazem aquilo por si, mas pelos outros, porém acabam cegando-se pela grande quantidade de portas que acabam se abrindo e da influência que possuem, revelando o famoso político profissional.
Existe também o político por vocação que segue, por sentir-se acuado, a filosofia "se não pode vencê-los, junte-se a eles". Sabemos que o Brasil não encontra-se parcialmente imerso num balde de lodo, mas sim quase inteiro. Caso alguém tente sair desse balde ou simplesmente não entrar nele, pode até correr risco de vida. Tementes, seguem por um caminho sem volta de obscuridade e falsidade perante a sociedade. Talvez este seja um dos motivos pelos quais são raros os políticos por vocação, pois mesmo sabendo de sua capacidade, sabem o quanto estariam arriscando. Muitos não querem perder a vida tentando falar para um povo que não os dará ouvidos para morrer como um mártir moderno.
"É do sonho que nasce a dança e nasce a luta. Melhor guerreiro é o que sonha mais...", (p. 38). Sonhar o brasileiro já sonha, colocar em prática é outra história, e é a partir daí que temos que nos organizar e juntar nossas mãos num só movimento, numa só revolução. É a voz que talvez nunca chegue a ser ouvida, um gesto que talvez nunca chegue a ser feito, mas o simples desejo de vê-lo acontecer faz com que o povo levante a cabeça e rume para o destino que ainda será traçado pelas suas próprias mãos.
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Mais um mês e ele desativaria, então é melhor evitar. Texto de Filosofia, parte 1 de 3. Detalhe que eu só fiz duas partes. :P
Com base no livro Conversas sobre política, de Rubem Alves.
Esse daí não tá muito a minha cara. O segundo eu escrevi mais baseado no que eu penso, então acho que ficou melhor e eu não cortei muita coisa.
Sabe o que mais pode frustar uma pessoa nessa vida? A dependência. Quando tu dependes de alguém, toda as tuas decisões são voltadas dependendo da decisão que a pessoa tomar, então a autonomia realmente se perde. Às vezes, quando estamos pra baixo, sem saber realmente o motivo, olhamos e vemos todos supostamente mais felizes e bate aquela sensação de incapacidade. Por quê? Porque dependemos.
Depender é uma coisa muito deprimente, dependendo do grau de dependência. Eu dependia simplesmente de todo mundo, tanto para decidir o que fazer, ou o que comer, ou como agir, ou sei lá. Eu não tomava a iniciativa para nada.
Um dia desses, entre hoje e terça-feira voltei para casa meio que arrasada, não importa de onde, não importa o porquê. Então eu parei e pensei, até a hora em que me bateu uma fome. E o que é que eu fiz?
Fritei um ovo.
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Melhorei do post passado, como podem perceber pela primeira observação do mesmo. =D
Existem mil coisas que me perturbam nesse mundo, taí o motivo de eu reclamar tanto. Se eu pudesse mudar algo, mesmo que pouco, já seria algo de imensa importância pra mim.
Por que é que eu escrevo? Porque é algo que eu gosto e que eu sei que faço bem, sem modéstia. Posso escrever coisas bizarras e não conseguir me expressar direito, mas que eu escrevo bem melhor do que muita gente de quinze anos por aí, ah se eu escrevo. Sou bem matura para a minha idade e bem imatura também, depende do aspecto. Vou para a aula não como uma obrigação, mas como um gosto. Gosto de aprender, de conhecer, de ter algo que me faça importante, mesmo que pouco ou quase nada.
Estudo para reforçar o conteúdo, para chegar na prova e não sofrer com a frustração de não lembrar. Por sorte não sofro com nenhum "branco" ou nervosismo excessivo. Faço a prova com calma e no final tendo certeza de como fui, ao menos nas de exatas. Amo Português, amo Gramática, amo Literatura, mas em prova nunca passei do sete ponto alguma coisa. Uma das minhas frustrações, pois eu lembro de mais regra de português e amo ler mais do que muita gente que conheço.
Sabe porque estou colocando isso aqui no meu blog? Porque eu sei que quase ninguém lerá, e quem ler não vai sair falando pra Deus e o mundo e ao menos vai tentar se esforçar para entender.
Costumo sempre chegar em casa e contar tudo o que aconteceu na aula para a minha família. Minha irmã já não suporta, meus irmãos ficam felizes por notas boas, mamãe também. Mas o problema é quando eu digo que não ando mais estudando tanto para as coisas. Bom, se o problema é estar sendo sensata comigo mesma, então não sei mais o que fazer. No começo do ano eu estudei bastante porque tinha paciência e tempo, além do mais o conteúdo era pouco, mas agora mudou tudo. É muito conteúdo, muito trabalho, conseguindo fazer com que eu chegasse a ficar mais triste do que o usual (como disseram para mim hoje: tu ficas um dia feliz e três ou quatro triste), estressada, chorona, etc, etc, etc. Então eu percebi que estava dormindo muito pouco (metade do recomendado), pois estava estudando muito e isso tava prejudicando o meu desempenho escolar. Minhas notas começaram a cair (quando digo isso me refiro a passar de 10, 9 para 8 ou 7) e isso me frustra. Podem me xingar e fazer o escambau porque eu não ligo mais pra isso, pois se eu sempre tirei 9 e 10 e do nada começo a tirar 8 ou 7 tem algo de muito errado comigo. Mas foi só dar uma relaxada que deu um aumento súbito. Pode mandar brasa, mas isso nunca vai mudar o que eu penso, pois somente nesse aspecto que eu não me importo com o que os outros pensam, graças a Deus.
É, exatamente como leram no parágrafo anterior: eu me importo, no geral, com o que os outros pensam. Tenho quinze anos, como mencionei várias outras vezes, sou adolescente, tenho esse direito, pois como eu disse, sou imatura em vários aspectos. Bem como eu li certa vez: "A única coisa que difere os adolescentes dos adultos é a imaturidade." E é verdade! Estou cansada de receber mais e mais responsabilidades e ser criticada se não as cumpro: EU SOU SÓ UMA ADOLESCENTE. Além de estudar, me preocupar com o que os outros acham de mim (o que eu sei há anos que não é nada bom) pois tenho uma reputação a zelar (boa aluna com boa índole), treinar, tentar me superar a cada dia para não ouvir desaforo de ninguém, eu ainda me preocupo com coisas típicas da minha idade, como tentar conseguir chamar atenção de um guri de outra sala, outra série, outro local. Não é nada legal saber que ninguém te olha ou sequer te percebe, afinal, eu não sou igual a todo mundo, e sou diferente no sentido de imperceptível, não extravagante.
Além disso, tenho mil outros problemas que nunca compartilhei com ninguém, pois quanto mais desabafo, mais brigam comigo, como se isso fosse ajudar em alguma coisa. Já envergonhei muita gente por ser como sou, já decepcionei muita gente pelo mesmo motivo e isso não é opinião própria, me contaram mesmo.
E tudo o que eu queria era um pouco de compreensão, mas nos dias de hoje compreensão não é uma palavra que encaixa no contexto.
OBS: Se algum conhecido ler esse texto, ignore, depois de um tempo eu melhoro e vejo que escrevi muita merda, mas algum tempo depois dou uma recaída e volto a pensar a mesma coisa. Visão pessimista do mundo, que taque a primeira pedra quem nunca a teve.
OBS2: E não venham comparar o meu conceito de felicidade com o de algum deficiente físico, pois as histórias são diferentes, as visões são diferentes. É tudo diferente, nada deve ser desprezado, cada um tem seus problemas.
OBS3: A partir do próximo post estarei postando redações do colégio e trabalhos de filosofia, só pra encher lingüiça mesmo.
9:57 PM
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A imagem do template foi editada por Bame. Como eu cansei daquele mega perfil e não tenho mais nada de útil para acrescentar (sabe, links), vou colocar algumas coisinhas (hmm, imagens) que eu gosto. Antes disso, você pode me achar no fotolog.com e no orkut ou mandando uma coruja. Todos os links podem ser clicados normalmente, pois uma nova janela se abrirá. XD Espero que tenha gostado do meu blog, é simplesinho mas feito de coração. ABERTO DESDE 5/3/04.